segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Importância da Amamentação





A mulher prática e moderna tem se perguntado: "Por quê amamentar ?" Alegando a falta de tempo e supervalorizando as dificuldades iniciais que podem advir com o aleitamento.


Antes de mais nada, é preciso que as mães realmente sintam-se motivadas e acreditem que amamentar é a melhor opção. O ideal é que esta certeza exista ainda durante a gestação, onde devem ser tomadas várias medidas que visam preparar o seio para a amamentação como, por exemplo, exercícios de preparação dos mamilos que os adaptam para a sucção que o bebê irá fazer no ato da mamada, uma vez que mamilos despreparados podem dificultar a amamentação ou mesmo fazer com que a mãe desista de amamentar seu filho.

Para que isto não aconteça, a mãe deve acreditar no poder da amamentação quando seu filho ainda estiver no ventre para que tenha todo o período da gestação para preparar seus seios e sua mente, contribuindo para o sucesso da amamentação.

Muitas são as vantagens que a amamentação pode trazer para o bebê, para a mãe e para a família.

 Vantagens para o bebê
 O leite materno contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida:

  • Tem água em quantidade suficiente; mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água!
  • Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança;
  • Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de suplementos vitamínicos;
  • Embora não possua grande quantidade de ferro, este é bem absorvido no intestino da criança;
  • Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;
  • É de fácil digestibilidade, sendo, portanto mais facilmente absorvido pelo bebê o qual mama com maior freqüência do que aquele que toma mamadeira.
 De uma forma geral, as crianças que mamam no peito são mais inteligentes.
 Aumenta o laço afetivo mãe-filho, fazendo o bebê sentir-se amado e seguro: crianças que mamam no peito tendem a ser mais tranqüilas e mais fáceis de socializar-se durante a infância.

 Facilita a liberação de mecônio (as primeiras fezes do bebê), diminuindo o risco de icterícia e protegendo contra obstipação (prisão de ventre).

 O leite materno promove o crescimento no intestino da criança de microrganismos (lactobacillus) que fermentam o açúcar do leite (lactose) tornando as fezes mais freqüentes e menos consistentes, principalmente nas duas primeiras semanas de vida. Estes microrganismos impedem que outras bactérias se instalem e causem diarréia.
 Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor.

 Crianças que tomam mamadeira têm maior risco de obesidade na vida adulta.
 O leite materno protege o bebê de infecções (especialmente diarréias e pneumonias);

 Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. Portanto, crianças que mamam no peito tem risco 11 vezes menor de morrer por diarréia, 4 vezes menor de morrer por pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais.

 Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios, como o bom desenvolvimento da fala.

O leite materno protege a criança contra alergias.

  Vantagens para a mãe
  • Diminui o tempo de sangramento pós-parto e faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal:
  • Quando a criança suga, a hipófise posterior da mãe é estimulada a produzir um hormônio (ocitocina) que contrai o útero diminuindo o sangramento e favorecendo que o útero volte mais rapidamente ao volume normal.
Ajuda a mãe a voltar mais rápido ao peso pré-gestacional:
  • Durante o último trimestre da gestação a mulher acumula energia sob a forma de gordura para cobrir os gastos calóricos com a amamentação. E, calcula-se que a mulher que amamenta exclusivamente gasta 704 Kcal/dia. Portanto, a amamentação ajuda a mãe a voltar mais rápido ao seu peso pré-gestacional uma vez que gasta as calorias acumuladas.
 É um método natural de planejamento familiar (evite novas gestações):
 O aleitamento materno exclusivo em sistema de livre demanda (inclusive durante a noite), nos seis primeiros meses após o parto, desde que não surja menstruação, é um bom método de planejamento familiar (MÉTODO DA AMENORRÉIA DA LACTAÇÃO), com falha estimada inferior a 1,8%.

 Pode reduzir a chance de câncer de ovário e de mama:
 Estudos de populações demonstraram que mulheres que amamentaram com maior freqüência e por mais tempo, tiveram menor risco de câncer de ovário e de mama.

 É mais fácil e prático para a mãe:
Está sempre pronto e na temperatura certa. Não se erra no preparo e nem há risco de contaminação. Não necessita de utilização de recursos domésticos para sua aquisição.

 Aumenta o vínculo afetivo mãe-filho:
 Estudos têm demonstrado que o contato do bebê com peito e o estímulo da amamentação na primeira hora após o parto, favorece o êxito da amamentação, prolongando o seu tempo e diminuindo o risco de abandono de crianças.

Vantagens para a família:
  • A amamentação é mais econômica para a família. No Brasil, um bebê pode custar metade de um salário mínimo por mês (incluindo mamadeiras, bicos, leites infantis, complemento, gás, remédios etc.); 
  • Como os bebês amamentados adoecem menos, os pais desses bebês têm menos problemas cuidando de crianças doentes, isso significa mais tempo para toda a família;
  • Melhora a qualidade de vida das crianças e de toda a família.

domingo, 14 de novembro de 2010

Cuidados com a alimentação na terceira idade





A terceira idade inicia-se em torno dos 65 anos de idade, mas muitos fatores influenciam na velocidade e intensidade do processo de envelhecimento de cada um. Dentre estes podemos citar a alimentação, o meio ambiente, estilo de vida, o hábito de fumar, a alimentação, a prática de atividade física, a depressão, o stress, etc.

A escolha de alimentos e os hábitos alimentares dos idosos são afetados não apenas pela preferência, mas também pelas transformações que acompanham a experiência de envelhecer em nossa sociedade. Se as pessoas vivem sós, com familiares ou em instituições, tudo isso afeta o que elas comem.

Exemplos de mudanças físicas provocadas pelo envelhecimento que afetam a nutrição:
           

Trato digestório: Os intestinos perdem força muscular, o que resulta em motilidade retardada levando a constipação. Inflamação do estômago, crescimento bacteriano anormal e grande redução do débito de ácido prejudicam a digestão e absorção. As dores podem causar recusa de alimentos ou ingestão reduzida.
           

Composição corporal: Perda de peso e declínio da massa corporal magra levam a necessidades diminuídas de calorias. Pode ser evitável ou reversível com a prática de atividades físicas.
           

Órgãos sensitivos: A diminuição dos sentidos do olfato e paladar podem reduzir o apetite; visão diminuída pode dificultar a compra e a preparação dos alimentos.
           

Hormônios: Por exemplo, o pâncreas secreta menos insulina, e as células tornam- se menos responsivas, causando metabolismo anormal de glicose. É preciso cuidado para desenvolver um caso de diabetes.
O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos processos vitais. Ele nos fornece a energia necessária para a manutenção destes processos. Uma dieta adequada é aquela que assegura a ingestão equilibrada de todos os nutrientes, ou seja: as proteínas, as gorduras, as vitaminas, os sais minerais, as fibras e também a água.

Todo alimento possui vários nutrientes e estes nutrientes exercem diferentes funções no organismo. Portanto os alimentos são classificados em grupos de acordo com a quantidade de nutrientes que possuem, e a função que exercem.

Então foi feita uma divisão em três tipos de alimentos que são importantes para o nosso corpo. As funções dos alimentos são classificadas em: energética, construtora e reguladora.

Função Energética
Uma das funções dos alimentos é a de fornecer energia que funciona como combustível para exercermos as mais diversas atividades (andar, falar, respirar, para o coração bater, etc.)
Portanto os alimentos que mais fornecem energia são os que possuem quantidades elevadas de carboidratos e gorduras.

Alimentos Energéticos:
Fontes de carboidratos: arroz, milho, centeio, pão, macarrão, batata, aveia, cará, inhame, açúcares, doces, mel, geléia, cevada trigo, aveia, etc.
Fontes de gorduras: creme de leite, amêndoas, amendoim, banha, bacon, manteiga, margarina,etc.
Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, devido o seu consumo excessivo estar associado a incidências de obesidade, dislipidemias e hipertensão arterial. É importante ressaltar que a ingestão de alimentos ricos em gordura auxilia na absorção das vitaminas lipossolúveis.

Função Construtora
É a de fornecer “material” para construção e manutenção das diferentes partes do corpo e a reparação dos tecidos que são perdidos com maior freqüência, através de descamações, suor, cicatrizações, dentre outros. Os alimentos que exercem esta função são fontes de proteínas. As proteínas e que são responsáveis pela formação dos anticorpos (protege contra as doenças), e de todos os órgãos do nosso corpo.

Alimentos Construtores:
Fontes de proteínas: ovos, feijão, ervilha, lentilha, soja, grão de bico, leite iogurte, coalhada, carne, etc.
O consumo de leite e derivados torna-se ainda mais importante na terceira idade devido os ossos ficarem mais fracos e são de difícil cicatrização.

Função Reguladora
Regular as funções do organismo, ou seja, facilitar a digestão e absorção dos nutrientes,
fortalecer o sistema imunológico, permitir o bom funcionamento intestinal, proteger a visão, pele e dentes.
Os alimentos reguladores são fontes de vitaminas, minerais e fibras.

Alimentos Reguladores:
Fontes de vitaminas, minerais e fibras: pepino, berinjela, abobrinha, chuchu, cenoura, limão, laranja, goiaba, manga, caju, morango, mexerica, almeirão, acelga, brócolis, escarola, mostarda, salsa, couve e cereais integrais.

Dicas para o idoso ter uma alimentação saudável
           
  • Planejar as refeições diárias. Faça um cardápio bem variado;

  • Fazer as refeições em local agradável;

  • Higienizar sempre as mãos antes das refeições;

  • Se possível fazer as refeições em companhia de outras pessoas;

  • Não ficar preso às regras de etiqueta;

  • Preparar refeições atrativas e saborosas;

  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos;

  • Cortar os alimentos em pedaços pequenos, moer, ralar, desfiar ou alterar sua textura;

  • Tomar líquidos devagar, gole por gole;

  • Variar alimentos e forma de prepará-los;

  • Utilizar com moderação óleos vegetais para preparar as refeições;

  • Não cozinhar com gordura animal (banha, toucinho);

  • Reduzir o consumo de açúcar e sal. Retirar o saleiro da mesa;

  • Incentivar o consumo de frutas e hortaliças. Usar leite e derivados desnatados, pães integrais, arroz integral;

  • Comer de 3 em 3 horas;

  • Dar preferência à água e sucos naturais. Evitar refrigerante;

  • Usar com moderação alimentos ricos em cafeína (café, chocolate, chás,etc.);

  • Não substituir refeições por guloseimas e lanches;

  • Ingerir diariamente um produto probiótico (leite fermentado, iogurtes,etc.);

  • Evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas;

  • Manter o peso dentro dos limites saudáveis e

  • Praticar atividade física após orientação com um profissional.



Para garantir o recebimento adequado de todos os nutrientes, é importante ter uma alimentação balanceada e diferenciada!!!!


Dieta da Gestante



  1. A dieta ideal para as gestantes é aquela que mantém todos os nutrientes para a formação do bebê. Então, nem pensar em comer qualquer coisinha na hora da fome, porque diariamente o corpo precisa de nutrientes para a formação de um montão de células novas. Mas, também não pode exceder em calorias, pois o aumento de peso da mãe, não oferece bom peso para o bebê e ainda, pode trazer riscos para os dois, como por exemplo, a eclâmpsia, que é o aumento de pressão arterial, que coloca em risco a vida dos dois.

    Neste raro período em que a mulher passa, deve-se alimentar basicamente de carnes magras, verduras, legumes, frutas , leite e grãos e cereais

  2. Existe uma necessidade calórica aumentada no período gestacional, de aproximadamente 300 Kcal , o que significa que NÃO precisamos comer por dois. Então podemos comer tudo, mas o ideal é começar aumentar as necessidades calóricas do dia, após o primeiro trimestre, já entrando no quarto mês de gestação. Pois no início, o ganho de peso é só da mãe e depois disto o bebê precisa ganhar peso, pois está crescendo. Existe uma necessidade maior de vitaminas e minerais, atualmente coberto por suplementação nutricional, indicada pelo médico que acompanha a gestante. E pela alimentação as frutas, hortaliças e carnes magras são boas fontes destes nutrientes.

  3. Deve-se evitar por todo período grandes excessos em quantidade alimentar, o que provavelmente estará excedendo as 300 necessários, e principalmente gorduras de frituras, e alimentos gordurosos e dificultam a circulação sangüínea, aumentam os riscos de colesterol e aumenta a gordura corporal .O excesso de sal também deve ser evitado pois aumenta a pressão arterial porém não deve ser eliminado, pois freqüentemente as gestantes experimentam períodos de queda da pressão, ocasionando tonturas e mal estar. É comum por todo processo de transformação no corpo e até pela alteração emocional, quadros de enjôo, e por isso a gestante deve dividir ao máximo suas refeições, fazendo então, várias pequenas refeições durante o dia, evitando o jejum prolongado, e dar preferência a alimentos que não provoquem mais formação ácida, como alimentos muito ácido e gordura. Um pouco de ácido, até melhora o quadro de enjôo, mas pouco, como por exemplo água a algumas gotas de limão ou água com um rodela de limão, ou uma fruta fresca. A redução de gordura da dieta não significa alimentos diets ou lights, já que os alimentos com pouca gordura, como leite integral são boas fontes de vitamina D, que tem papel importante na formação dos ossos do bebê.

  4. Portanto, nos primeiros meses a gestante deve manter uma dieta normal, sem restrições calóricas, porém sem excessos. Como a ansiedade é inevitável, aquela sensação de fome, que na verdade é mais vontade de comer, deve ser diminuída com frutas e sucos de frutas. E a dieta normal significa, carnes magras, hortaliças, arroz ou massas , feijão ou outro grão como lentilha e dois copos de leite ou iogurte por dia.

  5. Como a Natureza é sábia, se a mãe não fornecer pelos alimentos os nutrientes necessários para o bebê, o corpo da mãe fornece, e isto é particularmente freqüente com a deficiência de cálcio, que se não for suficiente pela alimentação, pode levar a fraturas de dentes e cãibras ocasionadas por deficiência de cálcio, na mãe . E também particularmente, pela grande necessidade de ácido fólico, uma vitamina do complexo B, que deve ser consumida pela mãe no inicio da gestação, para evitar má formação no bebê, deve ser coberta pela suplementação nutricional, já habitualmente recomendada pelo médico.

  6. Espera -se um ganho de peso , durante todo período de 9 à 12 quilos, não havendo a possibilidade de se fazer dieta de emagrecimento, no inicio de um gestação , caso mãe tenha engravidado acima do peso ideal. A contagem se faz partir do primeiro mês, sobre o peso que a mãe tem. Depois do parto pode se pensar em dieta, com cuidados para não diminuir a produção do leite materno.

  7. A dieta de redução de peso, se faz com restrição de calorias , o que pode levar nutrientes em quantidades insuficientes para a formação do bebe. Não pode haver desnutrição intra-uterina, o que pode levar a diminuição do nível de inteligência e outras seqüelas, inclusive com atraso motor. Por isso não se recomenda dieta para perda de peso para mãe que engravidou acima de peso. A única coisa que se pode fazer, é uma dieta que mantenha um ganho ponderal de até 9 quilos até o final da gestação, permitindo que o bebê tenha aproximadamente 3 quilos ao nascer.

  8. As dietas rigorosas diminuem as quantidades de carboidratos, responsáveis pela energia necessária ao ganho de peso e crescimento do bebê. Os níveis de proteínas diminuídas podem levar à má formação de placenta, e ainda atraso no desenvolvimento motor, celular e nervoso. A diminuição de gorduras diminui a absorção de vitamina A, D, E e K. A vitamina A responsável pela formação das mucosa crescimento ósseo, e de tecidos, a vitamina D na formação dos ossos, a vitamina E como anti oxidante e anti hemorrágica e a vitamina K como controladora da coagulação sangüínea.
Regras gerais para a alimentação da Gestante:
  • Consumir folhas cruas em forma de saladas, temperada com limão

  • Consumir pelo menos uma vez ao dia grãos de feijão, lentilha, grão de bico ou ervilhas

  • Consumir 4 tipos de frutas ao longo do dia, em forma de suco ou ao natural

  • Ingerir pelo menos 1 litro e meio de água durante o dia

  • Evitar excessos de gorduras e açúcares

  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos;

  • Fracionar a dieta, fazendo no mínimo 5 refeições diárias em horários regulares;

  • Aumentar a ingestão de fibras através do uso de cascas, bagaços, sementes de frutas e verduras cruas;

  • Consumir bastante líquido ao longo do dia, entretanto, deve-se evitar o consumo de líquidos durante as refeições que tiverem um maior volume de alimentos;

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas (pois afetam o desenvolvimento do feto);

  • Evitar o excesso que são predisponentes à formação de gases, como grãos, repolho, couve flor, refrigerantes;

  • Não sentar ou deitar logo após as refeições.



domingo, 7 de novembro de 2010

Alimentos amigos do colesterol


O colesterol até pouco tempo era encarado como um mal para o organismo. São atribuídas a ele, quando em excesso, as doenças cardiovasculares. O que é verdade. Entretanto essa gordura – essencial para a vida – passou a ser vista de forma positiva.
Não podemos viver sem o colesterol
O colesterol é responsável por todas as membranas que envolvem as células e auxilia nos processos de metabolismo. Também é necessário para o crescimento e regeneração celular e, além de estar presente no sangue e em todos os tecidos, colabora com a produção dos hormônios sexuais e do cortisol.
"Não podemos viver sem o colesterol", explica Raul D. Santos, cardiologista do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da UPS.

O bom e o mau

Para entender porque essa substância é tão importante para o organismo e, ao mesmo tempo, pode ser tão prejudicial é preciso saber que há dois tipos diferentes de colesterol: o bom e o ruim.
O colesterol bom, chamado de HDL (do Inglês, High Density Lipoproteins) protege o organismo, recolhendo o colesterol ruim depositado nos vasos sanguíneos para ser eliminado pelo fígado.
O ruim, LDL (do Inglês, Low Density Lipoprotein) é aumentado por fatores como erro alimentar e excesso de peso e, geralmente, está associado a outros fatores de risco como diabetes, tabagismo e pressão alta. Quando presente em grande quantidade no organismo pode provocar o entupimento das artérias – aterosclerose, responsável por problemas cardiovasculares como infartos e derrames.
"O excesso de LDL no sangue gera o acúmulo de placas de gordura nas artérias. E quanto maior o acúmulo de gordura, maiores as chances de sofrer problemas cardiovasculares”, explica o cardiologista.
Segundo dr. Raul, o principal determinante do colesterol é genético. Isso quer dizer que a pessoa pode ter uma dieta rica em gorduras e o nível de LDL no sangue ser baixo porque seu fígado consegue eliminar o excesso de forma adequada. Por outro lado, alguém com uma dieta equilibrada pode ter os níveis altos porque o organismo não é capaz de eliminar tão bem as gorduras. "Por isso é errado afirmar que só obesos tem colesterol alto”, completa.

Alimentos do bem

Tanto o colesterol bom quanto o ruim fazem parte do nosso organismo. Os 70% do colesterol que circulam pelo sangue são sintetizados pelo organismo e os outros 30% vêm da alimentação.
O excesso de LDL no sangue gera o acúmulo de placas de gordura nas artérias. E quanto maior o acúmulo de gordura, maiores as chances de sofrer problemas cardiovasculares
 E para colaborar com a eliminação do excesso de colesterol pode-se consumir alimentos considerados amigos do HDL. "Há alimentos que além de combaterem o colesterol ruim, colaboram para aumentar os níveis do bom”, explica Lucy Uzelim, nutricionista do HIAE, especialista em cardiologia.

 

Fibras

As solúveis, como o farelo de aveia, ajudam a reduzir os níveis de LDL no sangue. Também são encontradas fibras solúveis na aveia, nos feijões, nas ervilhas, nas frutas cítricas e nas maçãs.

Morango e cereja

Ajudam a combater os radicais livres, o que melhora o funcionamento do sistema cardiovascular.

Uva vermelha

Possui grande quantidade de quercetina – antioxidante que auxilia no aumento do bom colesterol.

Jabuticaba e amora

As antocianinas – pigmentos presentes em frutas de coloração roxa e vermelha – têm ação antioxidante que traz importante contribuição para o sistema circulatório. Na jabuticaba, o antioxidante é encontrado apenas na casca.

Berinjela

Com alto teor de fibras, colabora com a diminuição da gordura que circula pelo sangue. É também rica em flavonoides, antioxidantes que dificultam a formação das placas de gordura nas artérias.

Azeite

O tipo extravirgem reduz os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Dessa forma, previne doenças cardíacas e aterosclerose. É fonte abundante de gordura monoinsaturada, considerada a mais benéfica para o coração.

Abacate

Assim como o azeite é rico em gordura monoinsaturada que age como antioxidante, bloqueando o colesterol ruim.

Salmão, sardinha e atum

Ricos em ômega-3, ácido graxo que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares porque inibe a coagulação sanguínea e a formação de plaquetas, além de controlarem o colesterol e os triglicérides.

Soja

Possui isoflavonas, consideradas o fito-hormônio com as mesmas propriedades do estrógeno. A ação das isoflavonas e das proteínas reduz o colesterol ruim, aumenta o bom e inibe a aterosclerose.

O cardápio ideal

Os especialistas recomendam bom senso na hora das refeições: evitar o consumo de gorduras saturadas e trans, preferir óleos vegetais para cozinhar, consumir menos carnes vermelhas, principalmente as gordas.
A nutricionista Rosana Raele, da Unidade Einstein Jardins, preparou um exemplo de cardápio saudável. É uma dieta com 2.000 calorias, recomendada para um adulto saudável.

Desjejum

·                  ½ mamão com aveia
·                  1 copo de suco de uva
·                  1 xícara de leite desnatado ou semidesnatado com café
·                  2 fatias de pão integral com ricota

Lanche da manhã

·                  1 maçã
·                  2 castanhas do Brasil

Almoço

·                  Salada de folhas verdes regada com 1 colher (sopa) de azeite
·                  3 colheres de sopa de arroz integral
·                  1 concha de feijão
·                  3 colheres (sopa) de verdura refogada
·                  1 filé de salmão grelhado
·                  1 potinho de salada de frutas

Lanche da tarde

·                  1 copo de suco de soja

Jantar

·                  Salada de folhas e legumes regados com 1 colher (sopa) de azeite
·                  3 colheres (sopa) de arroz integral
·                  3 colheres (sopa) de berinjela refogada
·                  1 filé de frango grelhado
·                  1 pote com morangos

Ceia

·                  1 copo de leite desnatado
·                  3 biscoitos integrais