domingo, 15 de maio de 2011

Alimentação de Inverno para crianças


No inverno há um aumento da necessidade calórica para manter a temperatura do corpo, e ainda aumentar a resistência orgânica. Percebemos esta maior necessidade na vontade de comer alimentos mais quentes e até mais calóricos e no próprio aumento da ingestão alimentar.

As crianças devem consumir com moderação os alimentos com gordura na sua composição, como o chocolate, por exemplo, e contar com cardápios capazes de prover mais calorias, como sopas cremosas, chocolates quentes, massas. 

É muito importante continuar, como no verão, com uma boa ingestão de líquidos. É claro que a vontade de tomar água não é a mesma do verão, mas deve-se optar pelo consumo de chás para esquentar o corpo. O ideal são os chás de ervas ou de frutas secas, como por exemplo, laranja, maracujá e maçã. Evitar o chá preto e mate, por serem muito estimulantes, já que contém cafeína.

Resistência imunológica
Aumenta no inverno a incidência de gripes, resfriados e doenças respiratórias. Por isso, uma alimentação equilibrada e rica em vitaminas e minerais aumenta a resistência imunológica, deixando a criança menos susceptível a essas ocorrências. Para se atingir as necessidades de vitaminas e minerais, o ideal é a diversidade no oferecimento de frutas, legumes e verduras.

Para isso, aproveitamos as frutas da época, que são boas fontes de vitamina C, (morangos, mexerica, laranja e maracujá).





quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dicas para reduzir o enjôo durante a gestação


A gestação é um período da vida da mulher que necessita ser avaliado com especial atenção, já que envolve diversas alterações físicas, hormonais e psíquicas que podem interferir na sua saúde como um todo.

Todas essas alterações geram uma série de sintomas que podem interferir na ingestão alimentar e, por isso, devem ser considerados na hora de definir a dieta da gestante.

As mudanças hormonais, o aumento da sensibilidade do olfato e o excesso de ácidos no estômago são alguns dos fatores que contribuem para que 80% das mulheres grávidas sintam enjôo, que é chamado cientificamente de êmese gravídica.

Especula-se que este quadro pode ser considerado um mecanismo de proteção onde a gestante tende a se afastar de alguns fatores que podem desencadear a má formação fetal, porém este fenômeno ainda não está comprovado cientificamente.

Com o aumento da síntese da progesterona no ovário nas primeiras semanas de gestação, a gestante tem um aumento do sono, cansaço, diminuição das funções intestinais, diminuição do esvaziamento gástrico e maior retenção de líquido, o que pode gerar um mal estar intenso nas mulheres grávidas e intensificar os enjôos.

Estes sintomas podem diminuir após três meses de gestação, porém em alguns casos pode durar a gravidez toda e por isso devemos ter cuidado para que a alimentação da gestante não promova nenhum déficit que possa impactar no desenvolvimento ideal do bebê.

Seguem algumas dicas para reduzir o enjôo durante a gravidez:
  • Como algum alimento a cada duas horas, sempre em pequenas porções – muitas horas em jejum é um dos fatores que aumentam o enjôo;
  • Biscoitos salgados e torradas podem ser uma boa dica para o café da  manhã – estes alimentos tem uma digestão fácil e não sobrecarregam o estômago;
  • Evite odores fortes, comida gordurosa e temperos fortes – estes alimentos têm uma digestão mais lenta podendo sobrecarregar o estômago e deixar a sensação de estômago cheio, desconfortável;
  • A intolerância a leite e carnes é muito comum. Como estes alimentos são as principais fontes de proteínas, cálcio e ferro, é importante estar atenta e optar por outros alimentos fontes de proteínas: ovos, iogurte, queijos, leguminosas, peixes e frango;
  • Não consuma álcool – além de prejudicar a formação do bebê, pode dificultar o trabalho do estômago;
  • Não abuse do café – além de atrapalhar o sono se consumido em quantidades elevadas, pode promover mais enjôo;
  • Adicionar limão na água ou em chás e beber durante o dia pode ajudar a diminuir os enjôos;
  • Coma alimentos ricos em carboidratos – arroz, macarrão, batata. Além de terem uma digestão fácil, fornecem energia e ajudam a controlar o enjôo;
  • Durante as refeições não beba nada, isso pode dificultar a digestão;
  • Limonada sem açúcar e bebidas frias e ácidas ajudam a diminuir o enjôo;
  • Evite deitar após as refeições.
Vale lembrar que a assistência médica durante o pré natal é fundamental para a identificação de fatores de risco e para o controle de todos os sintomas que ocorrem durante a gestação.

Hábitos Alimentares do Idoso


A maioria dos idosos conserva os hábitos de alimentação formados quando ainda eram mais jovens. Entretanto, muitas pessoas nessa faixa etária correm risco de desnutrição por vários motivos:
  • Falta de informação sobre uma nutrição adequada
  • Limitações financeiras
  •  Incapacidade física, que interferem com a compra e preparo de alimentos
  • Isolamento social
  • Anorexia (falta de apetite)
  • Má absorção provocada por doença gastrointestinal agravam ainda mais o estado nutricional do idoso
  • O uso á longo prazo de certas drogas terapêuticas que interferem com a absorção e o metabolismo de nutrientes, pode também causar desnutrição nos idosos. As modificações na alimentação de um idoso podem ser necessárias devido a certas características próprias do processo de envelhecimento.


O QUE OCORRE NA MAIORIA DOS IDOSOS
À medida que se envelhece as necessidades de energia do corpo diminuem, mas ao mesmo tempo, cresce a demanda por alguns nutrientes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns cuidados podem prevenir muitas das alterações degenerativas comuns em idosos.

De um modo geral, os idosos são o grupo mais mal nutrido de todos e há muitas razões para isso: o apetite, o paladar e o olfato diminuem com a idade, tornando a comida menos atraente. Muitas pessoas têm dificuldade em mastigar, além disso, azia, prisão de ventre, intolerância a lactose e outros problemas digestivos aumentam com a idade. 

RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS PARA O IDOSO
Com a idade, o corpo fica menos eficiente para absorver e usar alguns nutrientes; a osteoporose e outras doenças comuns em pessoas mais velhas também alteram as necessidades nutricionais.
Conseqüentemente, o idoso pode precisar de quantidades extras dos seguintes nutrientes:
  • Cálcio: previne a osteoporose e manter os ossos saudáveis
  • Fibras: previne a prisão de ventre
  • Potássio: especialmente se tiver prisão de ventre ou se utilizar diuréticos
  • Vitamina B12: participa da formação das células vermelhas do sangue e mantém os nervos saudáveis
  • Vitamina D: participa da absorção do cálcio
  • Zinco: ajuda a compensar a diminuição da imunidade
 DICAS PRÁTICAS PARA A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO
  • Estabeleça horários regulares para as refeições
  • Escolha pratos que proporcionem contrastes de cor, textura e sabor - use ervas e temperos. Uma pitada de noz-moscada ou canela pode compensar o paladar diminuído.
  • Beba 6 a 8 copos de água, suco ou outra bebida não alcoólica por dia. Pessoas idosas geralmente sentem menos sede ou reduzem a ingestão de líquidos devido à incontinência urinária. Isso pode contribuir para prisão de ventre e problemas renais, além de aumentar o risco de desidratação no verão.
  • Faça caminhadas diárias ou outro exercício físico, não sem antes procurar orientação do seu médico. O exercício físico não apenas preserva a força muscular, mas também melhora o apetite e o humor.

sábado, 26 de março de 2011

Dica de Alimentação para a Sexta feira Santa e domingo de Páscoa

A Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa estão se aproximando, junto com eles há uma grande variedade de pratos que são feitos com o intuito de deixar o almoço em família mais prazeroso, levando em consideração o sentido da data e a crença de cada um.


Seguindo a tradição do peixe na Sexta-Feira Santa, o bacalhau é bem vindo por todo o seu potencial nutritivo, pois é rico em minerais como ferro, fósforo, magnésio, cálcio e vitaminas A, B1, B3, D e E.

É fonte de ômega 3 que favorece a redução de problemas cardiovasculares, melhora as funções mentais e visuais, ajuda no desenvolvimento dos ossos, manutenção da pele e fortalecimento do sistema imunológico.

Na hora de comprar o bacalhau é preciso estar atento a algumas dicas:

• O produto deve ser armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos;

• Verifique se não há a presença de mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que indicam que o produto não está bom para consumo;

• Quando vendido embalado, deve apresentar no rótulo a denominação de venda, data de validade, país de origem, prazo de validade, selo de inspeção federal e outras informações obrigatórias.


Receita de Bacalhoada Light

INGREDIENTES:
• 1 cebola média ralada
• pimenta-do-reino a gosto
• sal a gosto
• ½ xícara (chá) de iogurte natural desnatado
• 1 maço de espinafre limpo e picado
• 3 colheres (sopa) de molho de tomate
• 2 dentes de alho amassados
• 2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
• 450 g de bacalhau limpo

MODO DE PREPARO:
Coloque o bacalhau em uma tigela com água e deixe de molho de um dia para o outro, ou até dessalgar. Retire da água e pique-o em pedaços grandes. Reserve.

Aqueça metade do azeite em uma panela e doure a cebola. Junte o bacalhau, o molho de tomate e a pimenta-do-reino. Acerte o sal, se necessário, e refogue por 3 minutos. Retire do fogo e reserve. Cozinhe o espinafre no vapor por cerca de 3 minutos.

Em outra panela aqueça o azeite restante, adicione o alho e o espinafre e refogue por 1 minuto. Retire do fogo, acrescente o iogurte e misture bem. Coloque em um refratário o bacalhau e a mistura de espinafre com iogurte e leve ao forno médio, preaquecido, por 10 minutos, ou até a superfície ficar dourada.
Sirva a seguir. Se preferir, decore com espinafre cozido. 

RENDIMENTO: 6 porções

CALORIAS POR PORÇÃO: 140 kcal

TEMPO DE PREPARO: aproximadamente 30 min + tempo de forno


 Fonte e mais informações: 




Alimentos Orgânicos

Uma alimentação variada, incluindo frutas, verduras e legumes, é essencial para garantia da qualidade de vida. Porém, tão importante como o consumo destes alimentos é a atenção à qualidade deles.

Diante dos diversos recursos utilizados pelos produtores destes alimentos e dos muitos processos pelos quais os vegetais passam até chegar à nossa mesa, é de se esperar que a qualidade nutricional dos mesmos seja prejudicada.

É por este motivo que a procura por alimentos orgânicos têm aumentado. Nas gôndolas dos supermercados não faltam opções de alimentos orgânicos: frutas, verduras, carnes, açúcar, café. Chamamos de orgânico o alimento que foi cultivado sem o uso de adubos químicos, agrotóxicos ou dejetos humanos. O cultivo orgânico visa a manejar de forma equilibrada, o solo e os recursos naturais.

Embora a composição de nutrientes dos alimentos orgânicos não seja significativamente superior a dos alimentos “convencionais”, podemos dizer que estes alimentos são mais seguros e contribuem para um organismo mais saudável, uma vez que evitam os males causados pelo excesso de agrotóxicos como a sobrecarga renal e hepática. Por este motivo, os orgânicos são indicados para gestantes, crianças, idosos, imunodeprimidos.

 Visualmente não se diferencia os alimentos orgânicos dos convencionais e, para isso, existem selos de certificação que o produto é orgânico, assinados por associações de agricultores que inspecionam todo o processo, e verificam se o produto esta realmente dentro das regras. Use e abuse desses alimentos e garanta mais saúde para você e sua família.

A Importância da Educação Nutricional na escola

A escola desempenha papel fundamental na formação dos hábitos de vida e da personalidade da criança, sendo que ocupa praticamente um terço da vida ativa do escolar nos dias de semana.


Apesar da merenda ou do lanche escolar representar apenas 15% da ingestão diária, muitas controvérsias tem sido observadas em relação à sua composição, qualidade e quantidade. Deve-se também considerar que hoje muitas crianças ficam na escola período integral, fazendo praticamente todas as suas refeições na mesma. Portanto a escola é responsável por uma parcela importante do conteúdo educativo global, inclusive do ponto de vista nutricional.

As escolas devem oferecer alimentação equilibrada e orientar seus alunos para a prática de bons hábitos de vida, pois o aluno bem alimentado apresenta maior aproveitamento escolar, tem o equilíbrio necessário para seu crescimento e desenvolvimento e mantêm as defesas imunológicas adequadas.

As conseqüências principais da alimentação inadequada no período escolar podem ser caracterizadas como alterações do aprendizado e da atenção, carências nutricionais específicas ou decorrentes do excesso da ingestão de alimentos pobres em nutrientes, porém ricos em açúcares e gorduras (sobrepeso e obesidade).

A família é a principal responsável pelos hábitos alimentares das crianças e adolescentes. A família precisa educar as crianças para que elas desenvolvam hábitos saudáveis de vida, incentivando a atividade física e orientando para escolhas mais adequadas. Além da família a escola deve exercer o seu papel educacional, dando uma atenção maior à nutrição e à atividade física.

Uma das funções do nutricionista na escola é promover programas de educação alimentar e nutricional, visando crianças, pais, professores e funcionários. O aprendizado pode ser informal e natural, portanto a educação nutricional não se faz apenas na sala de aula, devendo qualquer oportunidade ser utilizada para promover atitudes positivas sobre os alimentos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Fisberg, Mauro, Viuniski, Natanael, Pegolo, Giovava Eliza - Obesidade Infantil: Sinal de Alerta, Revista Nutrição em Pauta, set/out 2005.

- Oliveira, Cecília, Fisberg, Mauro – Obesidade na Infância e adolescência, uma verdadeira epidemia, Arq. Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, Vol. 47, nº 2, abril/2003.

- Salgado, Jocelem – Ensine seu filho a comer corretamente, www.jocelemsalgado.com.br

sábado, 22 de janeiro de 2011

Volta às aulas e a importância da alimentação saudável

A volta às aulas é um bom motivo para rever os hábitos alimentares da criançada. Apesar de os salgadinhos, balas ou refrigerantes serem proibidos em algumas cantinas, ainda existe o comércio de alimentos ao redor das escolas, praticado principalmente por ambulantes.


Ao mesmo tempo em que temos algumas restrições impostas pela lei, a indústria de alimentos não pára de crescer e a cada dia lança novos produtos calóricos também pobres em nutrientes. Apesar de as cantinas oferecerem produtos mais saudáveis, as próprias crianças trazem de casa alimentos industrializados. Daí a importância de conscientizar os educadores, os pais e os próprios alunos sobre a relação entre alimentação saudável e qualidade de vida.

O ideal é que essa opção tenha origem nas próprias crianças e adolescentes. Para isso, os adultos devem incentivar e criar condições para que as informações sobre a importância de uma alimentação equilibrada cheguem até as crianças. A teoria deve estar de acordo com a prática: o acesso fácil aos alimentos saudáveis necessita fazer parte da rotina de casa e dos lanches escolares. Não adianta falar sobre os benefícios de trocar o chocolate por uma pêra se esse alimento não estiver disponível para as crianças.

Crianças e jovens devem receber toda atenção e cuidado com a sua alimentação, para que possam ter melhor qualidade de vida até se tornarem adultos. Lembre-se que as conseqüências da obesidade infantil não são fáceis de serem controladas. O tempo economizado no preparo de um lanche inadequado e calórico será gasto com idas e vindas ao nutricionista e, muitas vezes, ao psicólogo.