sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Diferença entre alimentos Diet e Light

Quando vamos ao supermercado nos deparamos com uma enorme variedade de marcas e tipos de alimentos. E muitas vezes em uma mesma marca verificamos que tem o produto tradicional, o diet e o light.


Mas afinal, qual é a diferença entre eles?
Para diferenciá-los vamos utilizar duas palavras-chaves: ausência e redução.

Um alimento diet tem ausência total de um componente. É recomendado a uma população específica. Ex: os diabéticos que não podem consumir o açúcar. Quando eu compro um alimento diet eu tenho certeza que esse alimento é “zero” de açúcar.

O alimento light tem redução de pelo menos 25% de um dos componentes. Isso quer dizer que o alimento ainda continua ter esse componente, mas em menor quantidade.

Primeiro precisamos pensar no objetivo da compra do produto. Se eu tenho uma doença e sou sensível a um componente, eu preciso consumir o alimento diet. Mas se o meu objetivo é emagrecer eu vou comprar o alimento light.

O alimento diet não é necessariamente menos calórico que o alimento tradicional. Por exemplo, chocolates e sorvetes diet são mais calóricos do que o produto normal. Acrescentam-se gordura para manter sabor e maciez ao produto.

A definição é simples, mas quando vamos ao supermercado percebemos que não é tão simples assim. Quando vamos escolher um refrigerante deparamos ao diet, light e zero. Qual é a diferença??? Unicamente a composição química dos produtos. Por questões de marketing, os três não possuem nada de açúcar e poderiam ser chamados de diet.

Em relação aos iogurtes, é fácil confundir-se. O iogurte light muitas vezes é adoçado com adoçante, portanto o produto é sem açúcar e poderia ser classificado como diet, mas é classificado como light por ter redução de gordura.

O que tem que ficar claro é que se você é diabético você tem sempre que consumir um alimento diet para ter segurança. Se você for comprar um alimento light ou normal precisa certificar-se nos componentes se existe presença de açúcar ou não.

Se o seu objetivo é emagrecer então uma ótima opção são os alimentos light. Eles possuem sabor parecido com o produto tradicional, mas com redução de gorduras e açúcares o que faz termos o prazer de comer com menos culpa.

Mas nada adianta comer o alimento light em dobro porque como vimos para ser light basta ter uma redução de 25% de um componente, portanto não são 50%.
Se você comer em dobro estará engordando mesmo com o alimento light.

Fonte e mais informações: http://www.anutricionista.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aproveite o verão para melhorar a sua alimentação

Pode prestar atenção: o verão já está quase aí e agora todo mundo fica preocupado em iniciar (ou manter) uma alimentação mais balanceada, saudável e até refrescante. A idéia é exibir saúde e boa forma.

Acredite: comer bem é fácil e o resultado pode ser notado por todos à sua volta.

Dicas para uma alimentação e atividade física saudáveis.
  • Descubra uma atividade física agradável e que lhe dê prazer ao praticá-la para perder calorias.

  • Estabeleça uma rotina na alimentação.

  • Não esqueça de manter adequada a ingestão de água (cerca e 2 litros/dia) para uma boa hidratação do corpo e um bom funcionamento intestinal.
  •  Tenha horários regulares e não esqueça de fracionar as refeições em porções menores.

  • Abuse das saladas (folhas, frutas e legumes).

  • Prefira assados, grelhados e cozidos ao invés de frituras e empanados.

  • Evite doces e guloseimas.

  • Prepare os sanduíches sem maionese, molhos cremosos ou queijos gordurosos.

  • Substitua o sorvete cremoso por picolé de frutas.

  • Abuse das frutas, que são uma boa opção durante o intervalo das refeições principais.

  • Dê preferência ao óleo de girassol ou de canola e, para o tempero de saladas, utilize azeite de oliva extravirgem.

  • Inclua na alimentação diária alimentos ricos em fibras, como milho, aveia, feijão e outras leguminosas (ervilha, lentilha, grão de bico), palmito, ameixa seca, frutas na forma natural, verduras e legumes.


Hidratação

Com a chegada do verão e o aumento da temperatura, nosso corpo perde mais líquido – por meio do suor – e nossa necessidade de repor água, vitaminas e sais é bem maior.

Principalmente nessa época do ano, devemos aumentar a ingestão de líquidos, evitando tomar água apenas quando estivermos com sede. A sede já é um sinal de que o nosso corpo está desidratado e, possivelmente, com o funcionamento das células e dos órgãos prejudicado.

Alguns alimentos precisam aparecer em maiores quantidades e freqüência no verão – como frutas, legumes e verduras, pois são ótimas fontes de vitaminas, minerais e fibras alimentares.

Frutas, assim como verduras, possuem maior quantidade de água, são mais refrescantes e fáceis de ser digeridas. As mais indicadas são: abacaxi, melão, melancia, laranja, pêssego, uva e coco verde, em razão do alto teor de líquidos e da capacidade de repor eletrólitos (principalmente sódio e potássio).

Além de água, também podemos tomar chás e sucos. Vale lembrar que os sucos são ótimas fontes de vitaminas e minerais, porém alguns são altamente calóricos. Então, o ideal é não acrescentar açúcar. Em relação aos chás, prefira os claros (de ervas), que são mais hidratantes.

Saladas

Aumente o consumo de saladas cruas – ótimas fontes de vitaminas e fibras – e evite acrescentar produtos como maionese, queijos cremosos e molhos industrializados, devido ao alto valor calórico e à quantidade de gordura que apresentam. O ideal é que estes molhos sejam substituídos por limão, azeite de oliva extravirgem e ervas, como manjericão, hortelã e alecrim.

Comida de praia

O melhor é evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes. Eles geralmente apresentam condições higiênico-sanitárias inadequadas e estão em má conservação, levando à contaminação por bactérias.

Alimentos como pastel, outros salgados e frituras apresentam em sua composição gordura, sal e carboidratos refinados que são prejudiciais à saúde. O ideal é levar de casa frutas de fácil manuseio e pouca manipulação, como banana, pêra, pêssego, ameixa e maçã (em utensílios que mantenham uma temperatura adequada).

Biscoitos de polvilho também são uma boa opção e água é fundamental. Se preferir comprar algo na praia, escolha o coco verde. Ele ainda é "a melhor pedida".

Sucos também são bons, por serem fontes de vitaminas e minerais, além de bem refrescantes e ótimos para hidratação.


Fonte e mais informações: http://www.einstein.br/espaco-saude/nutricao/Paginas/aproveite-o-verao-para-melhorar-a-sua-alimentacao.aspx

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Semente de Linhaça

A linhaça é a semente do linho (Linum usitatissimum L., uma planta de flores azuis pertencente à família das Lináceas, original do Canadá. Atualmente tem sido alvo de muitos estudos devido a sua ótima qualidade nutricional, que tem promovido muitos benefícios para a saúde humana. A linhaça possui alta concentração de proteínas, minerais e vitaminas, além de possuir uma excelente qualidade de gorduras. Além disso, a linhaça é a semente mais rica em ômega-3 (PUFA), ácido alfa-linolênico (ALA) e a maior fonte alimentar de lignanas (Bassett et al, 2009).

Sua composição de lipídeos varia entre 36 e 42%, principalmente de ômega-3. Apresenta uma quantidade alta de proteína, cerca de 21 a 26% da composição total. Em relação aos carboidratos, estes equivalem a 30% da composição da linhaça, sendo 28% apenas fibras, entre solúveis e insolúveis. (Cunnane et al, 1993).

As atividades biológicas mais pesquisadas da linhaça referem-se ao ácido alfa-linolênico (ALA), as lignanas e, a pouca extensão aos polissacarídeos solúveis (goma), sendo que a linhaça é a fonte proeminente e a mais abundante destes componentes. (Credídio, 2005).

Linhaça marrom x Linhaça dourada
Do ponto de vista nutricional, elas são semelhantes e possuem poucas diferenças na quantidade dos nutrientes. A linhaça dourada é proveniente de climas frios e são cultivadas sem agrotóxicos, já a linhaça marrom, mais fácil de encontrar e mais barata, é cultivada em regiões de clima quente e úmido (o que freqüentemente exige o uso de agrotóxicos) e possui uma casca mais resistente. (Lichtenthäler, 2009).

No Brasil o cultivo de linhaça dourada é bem mais recente do que o de linhaça marrom, sendo que somente no final do ano de 2006 foi feita a primeira colheita desta coloração. Até então essa variedade era importada do Canadá. Comparando-se a composição das linhaças brasileira com canadenses, percebem-se algumas diferenças.

As linhaças brasileiras apresentam maior concentração de fibras: 38,89 a 42,13g/100g, enquanto que nas canadenses as concentrações variam de 30,5 a 36,8g/100g. O conteúdo de lipídeo da linhaça marrom também é menor do que os encontrados nas canadenses (39,8 a 45,6g/100g). Quanto ao perfil de ácidos graxos, a linhaça dourada se assemelha mais a canadense, sendo a última mais rica em acido graxo ômega 3 (57,4%). (Lichtenthäler, 2009).

Benefícios
LIGNANAS - A linhaça contém lignanas, que são compostos fitoquímicos similar ao estrogênio, que tem propriedades anticancerígenas, principalmente em relação ao câncer de mama e cólon.  A linhaça contém o principal precursor da lignana vegetal, que é convertida em enterodiol e enterolactona pela ação bacteriana no trato intestinal (Jungetrom et al, 2007).

VITAMINA E - A vitamina E presente na casca da linhaça ajuda a combater o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas, através da proteção dos ácidos graxos poliinsaturados à oxidação. (Cunnane et al, 1993)

GORDURAS - O ômega-3, ômega- 6, ômega-9 e as gorduras poliinsaturadas presentes na linhaça são poderosos aliados no combate a problemas cardiovasculares, obstrução de artérias e redução do mau colesterol (LDL). Os ácidos graxos da linhaça são antioxidantes, ou seja, combatem os radicais livres causadores de várias doenças, reforçando as defesas do corpo. (Credídio, 2005).

A linhaça foi identificada recentemente como uma fonte alternativa de ômega-3 (PUFAs) que possui importantes benefícios para a saúde cardiovascular. O ácido alfa-linolênico (ALA) também demonstra benefício significante contra as doenças do coração. Além disso, evidências epidemiológicas sugerem que o ácido alfa-linolênico (ALA) reduz o risco do câncer de mama nas mulheres, reduz a gordura corporal, auxilia na perda de peso e controla o diabetes inicial (Oomah, 2001).

FIBRAS - A linhaça também é uma boa fonte de fibra dietética. As fibras solúveis e insolúveis, quando digeridas, formam uma massa viçosa que pode diminuir a circulação de colesterol total e LDL através do aumento do tempo de trânsito e o aumento da excreção de bile. Carter (2003), afirma que a fibra dietética contida na semente de linhaça, ao se misturar ao volume dos resíduos no intestino, aumenta o movimento da bile no sistema gastrintestinal.

Destaque para a lignina vegetal, fibra insolúvel, que possibilita a eliminação de microorganismos intestinal, permitindo um equilíbrio entre as bactérias intestinais. Pode também reduzir o colesterol por se ligar aos ácidos biliares no intestino. Dá mais volume e fluidez para as fezes, contribuindo para a melhora de casos de prisão de ventre. (Rothenburg, 2003).

PROTEÍNA - A proteína contida na semente da linhaça é também uma fonte excelente da arginina, glutamina e histidina, os três aminoácidos que possuem efeitos significativos nas funções imunes do corpo. O índice elevado do cisteína e metionina na linhaça pode impulsionar os níveis antioxidantes do corpo, estabilizando o DNA durante a divisão celular e reduzindo o risco de determinadas formas de câncer. (Oomah, 2001).

COLESTEROL - O consumo moderado e diário de linhaça pode auxiliar na redução do colesterol total circulante e os níveis de LDL, e pode também diminuir vários marcadores associados a doenças cardiovasculares em humanos. Estudos sugerem que a fibra dietética e/ou a lignana contida na linhaça promove uma ação hipocolesterolêmica. (Bassett et al, 2009) (Cunnane et al,1993)

A linhaça tem exibido efeito cardioprotetor tanto em estudos clínicos como em modelo animais. No entanto, o mecanismo exato pelo qual a linhaça inibe o desenvolvimento de aterosclerose está apenas começando a ser esclarecido. (Bassett et al, 2009)

 Apresentações da linhaça
A linhaça pode ser encontrada em 4 formas: sementes, farelos (farinhas), desengordurada e o óleo de linhaça. O óleo de linhaça não contém nem fibra dietética nem lignana, enquanto a linhaça desengordurada é rica em fibra e lignana e pobre em ácido alfa-linolênico (ALA) (Bassett et al, 2009).

Para se aproveitar os benefícios tanto dos ácidos graxos quanto das fibras o ideal é que a linhaça seja triturada no liquidificador e consumida, pois a casca é resistente e de difícil digestão. E é importante evitar que a linhaça triturada não fique muito tempo exposta a luz, alteração de temperatura ou umidade, pois a gordura presente nela pode se oxidar e perder suas propriedades.

As sementes ou farelos podem ser utilizados em iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, misturada a cereais, massas de pães e bolos e em todos os outros alimentos. Segundo Credídio (2005), a recomendação de consumo de linhaça é de 1 a 3 colheres de sopa diárias.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os benefícios da Soja



Nos últimos anos, um dos alimentos cuja importância nutricional mais foi discutida e incentivada é, com certeza, a soja. E mesmo com tantos anos de discussão sobre quão importante ela deveria ser em nossas refeições, muitos de nós ainda resistem ao consumo de forma saudável deste alimento.

Segundo pesquisas recentes, a soja ajuda até mesmo pessoas que já sofreram problemas de derrame a prevenir-se da reincidência.
A soja possui uma alta concentração de proteínas (cerca de 30 a 40%), acima até mesmo das fontes de proteínas animais (aproximadamente 20%).

Tamanha é a importância da soja que a mesma foi incluída na merenda de nossas crianças, constituindo assim papel importante na alimentação escolar.

Benefícios alcançados pelo consumo de soja
  • Redução do colesterol, bem como do risco de arteriosclerose e outras doenças cardiovasculares;
  • Redução dos níveis plasmáticos de glicose de indivíduos diabéticos do tipo II;
  • Combate a doenças como a trombose, osteoporose e insuficiência renal;
  • Manutenção das atividades do intestino, útil principalmente para crianças com diarréia ou qualquer pessoa com problemas de flatulência em excesso;
  • Melhoria no fluxo sangüíneo, combatendo, assim a incidência ou reincidência de derrame;
  • O consumo de leite de soja, por não conter lactose, é indicado a pessoas que tenham alergia a esta substância;
  • Pesquisas apontam que a soja ajuda na inibição do crescimento de células cancerosas, ajudando assim na prevenção e combate de diversos tipos de câncer;
  • Para as mulheres, regularização do ciclo menstrual, alívio dos sintomas causados pela menopausa e redução do risco de câncer da mama.

Receitas á base se soja:


SALADA DE SOJA
Ingredientes:
- 2 xícaras (chá) de grãos de soja cozidos
- 3 tomates sem sementes picados
- 1 pimentão verde picado
- 1 pimentão vermelho picado
- 2 cebolas médias picadas
- Cheiro verde, sal, azeite de oliva e suco de limão (a gosto).

Modo de preparo:
- Cozinhar os grãos conforme a receita básica.
- Deixar esfriar e misturá-los com todos os ingredientes.
- Levar à geladeira e servir quando estiver bem fria.

Patê de extrato de soja
Ingredientes:
-óleo de girassol
-4 colheres de sopa de extrato de soja
-1 cebola grande
-1 dente de alho
-suco de 2 limões
-1 pitada de noz moscada
-cheiro verde a gosto.
-sal a gosto

Modo de preparo:
Bata no liquidificador a cebola, o alho, a noz moscada, o extrato de soja, o cheiro verde e o suco de limão.
Acrescente aos poucos o óleo de girassol até encorpar.

A esse patê poderá ser acrescentado: cenoura cozida, azeitona verde, milho verde, peito de frango cozido e desfiado.




O que são alimentos funcionais?

Alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que, produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Este efeito ocorre em sua maioria quando estes são consumidos como parte de uma dieta usual, sendo seguro seu consumo com estes objetivos geralmente sem necessidade de supervisão médica como no caso de um medicamento. 


Lembrando que estes preceitos são válidos quando a eficácia e segurança desses alimentos já foram asseguradas por estudos científicos.  Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas (NEUMANN, et al., 2000; TAIPINA, et al., 2002).

A importância para a saúde do uso destes alimentos verifica-se no Brasil pelo fato de que os brasileiros enfrentam um avanço das doenças crônicas degenerativas por conta de um estilo de vida desequilibrado que envolve maus hábitos alimentares e sedentarismo. E o consumo regular desses alimentos pode ser uma alternativa para conter o avanço dessas doenças e fazer com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde delas. 

Consumo de Alimentos Funcionais:
• É necessário que o consumo destes alimentos seja regular a fim de que seus benefícios sejam alcançados. A indicação fica no maior uso de vegetais, frutas, cereais integrais na alimentação regular, já que grande parte dos componentes ativos estudados se encontra nesses alimentos. Outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados (especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja) ou peixes ricos em ômega 3.

• O consumidor deve também estar atento e procurar saber se o alimento que está comprando (referimo-nos aqueles processados pela indústria) teve sua eficácia avaliada por pesquisas sérias.

• Para que os resultados sejam eficazes, é importante que o consumidor siga as instruções na rotulagem, utilizando o produto da forma recomendada pelo seu fabricante.

• Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Isto quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos, se a ingestão deste estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.

• O risco que existe na ingestão deste tipo de alimento restringe-se somente em não obter os resultados esperados, já que esses alimentos não possuem contra indicação. 


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lanche Escolar Saudável

O lanche escolar saudável é uma grande dificuldade na alimentação infantil. É difícil para a mãe unir praticidade com qualidade e é difícil a criança aceitar o que a mãe escolheu. Muitas vezes o prático não é o mais saudável, mas são o que as crianças mais adoram. E esses alimentos passam a ser consumidos com mais freqüência.

Hoje nós encontramos um grande crescimento da obesidade infantil. E com certeza a alimentação escolar influência muitos nisso. Mas tudo tem um jeitinho. Existe um meio termo para essa dificuldade.

Seguem algumas dicas que irá ajudar:
  • Negociar um dia na semana para a criança escolher o que preferir levar de lanche. De preferência no meio da semana para ficar distante do final de semana que já entram alguns abusos na alimentação; 
  • Evitar monotonia de opções. Procure variar o máximo possível às opções de lanches e as cores para a criança sentir prazer e desejar comer;
  • Cuidado com lanches que vão queijos, frios, requeijão ou mesmo evitar levar iogurtes ou produtos que necessitam de refrigeração. São alimentos fáceis de estragar e dificilmente as escolas tem um refrigerador para armazenar o lanche; 
  • Sempre coloque uma fruta na lancheira. Mas deixe com que a criança participe da escolha de qual fruta ela quer levar no dia. Se ela não quiser nenhuma, escolha frutas que não estragam com facilidade e envie junto na lancheira. Se a criança não comer na escola, ela comerá em uma outra oportunidade;
  • Sempre pergunte dos lanchinhos dos colegas. Assim ficará mais fácil identificar quando o seu filho comeu algo do amigo. As trocas de lanches escolares são comuns, mas para crianças com obesidade isso pode agravar mais o ganho de peso;
  •  Além da fruta é necessário levar uma opção de carboidrato que são responsáveis pela energia. Coloque na lancheira pães integrais, bisnaguinha, barras de cereais, biscoitos integrais.
  • As geléias de frutas e polenguinho são boas opções de passar no pão por não precisarem de refrigeração;
  • Quando for biscoitos ou bolachas não deve colocar na lancheira o pacote inteiro. Sempre separa as porções de 4 a 5 biscoitos para não correr o risco da criança passar da quantidade adequada;
  • Orientar a criança quando ela for consumir salgados da cantina, escolher os assados e evitar as massas folhadas. O pão de queijo, enroladinho, esfiha e torta são boas opções.
  • Sempre coloque uma garrafinha de água na mochila. As crianças esquecem de beber água. Avise a professora para lembrar o seu filho de tomar a água.
  • Os achocolatados possuem muita gordura e açúcar. Evite colocá-los todos os dias na lancheira.

A seguir algumas sugestões de combinações, mas lembrem-se que cada criança tem uma necessidade energética diferente e em alguns casos patologias específicas que necessitam de alimentos diferentes. Sempre consulte um profissional Nutricionista para saber a melhor opção no caso do seu filho.

 Sugestões
Segunda-feira
Suco de laranja (100 a 200mL), 3 biscoitos sem recheio, 1 maçã.

Terça-feira
1 unidade de Leite fermentado, 1 fatia de bolo simples, 1 ameixa.

Quarta-feira
1 caixinha de achocolatado, 1 bisnaguinha com requeijão, 1 cacho pequeno de uvas.

Quinta-feira
Suco de soja (100 a 200mL), 1 sanduíche (1 fatia de pão de forma cortada em triangulo, 1 fatia de presunto e alface picada), 1 pêra.

Sexta-feira
1 caixinha de água de coco, 2 torradas com fatia de queijo branco, 1 fatia de mamão cortada em cubos.

 Dica: Existem marcas interessantes de produtos naturais. Dê uma olhadinha que vocês encontrarão excelentes sugestões saudáveis, gostosas e apetitosas!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nutrição e Imunidade

Uma alimentação saudável e balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias do organismo contra vários tipos de doenças.


A nutrição como ferramenta para modular um estado ideal de imunidade tem se tornado um fato real não apenas em estados patológicos de imunodepressores, como também para a manutenção de estados saudáveis em pessoas sem comprometimento do seu sistema imune.

Convém enfatizar que a relação nutrição-imunidade é extremamente dinâmica: tanto uma "overdose" de nutrientes quanto as deficiências podem levar a conseqüências negativas. Esta dinâmica também se observa na direcionalidade da relação, pois estados infecciosos decorrentes de uma deficiência da imunidade podem ocasionar má nutrição.

A nutrição é muito importante no processo da resposta imune e infecção. Quando um organismo está com seu estado nutricional deficiente, acaba ficando mais suscetível a adquirir infecções e a resposta imunológica acaba comprometida. A falta de alguns nutrientes como as vitaminas A,E e C, ferro, zinco entre outros, comprometem as reações que fazem parte da resposta imune.

Para catalisar e potencializar o sistema imunológico é preciso controlar o consumo de gorduras, açúcares, alimentos processados e refrigerantes, que prejudicam o bom funcionamento do sistema imunológico. E ingerir freqüentemente alimentos variados (grãos, hortaliças frescas, frutas, nozes, sementes) para conseguir ingerir vitaminas, minerais e enzimas diferentes.

Veja com alguns alimentos que agem diretamente no sistema imunológico.

  • Vitamina C: aumenta a produção das células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções.
  • Vitamina E: Parte do sistema de defesa do corpo interage com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante e retardando o envelhecimento.
  • Vitamina A: Tem ação antiinflamatória.
  • Vitamina B6: Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual.
  • Selênio (Se): Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante e antiinflamatório.
  • Zinco (Zn): Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos.


O processo infeccioso pode levar à desnutrição ou deficiência de macro ou micronutrientes, pois a infecção tem alguns efeitos sobre o metabolismo, tais como:

Algumas infecções intestinais podem diminuir a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes
A febre aumenta a necessidade calórica do organismo (para cada grau, 7% do valor calórico diário).

Infecções crônicas consomem as reservas energéticas que estão no fígado e tecido adiposo
A maioria das infecções altera o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, o balanço eletrolítico e os níveis de micronutrientes.
As alterações hormonais (principalmente corticosteróides) interferem no metabolismo de nutrientes.

Alguns alimentos são importantíssimos para aumentar a imunidade do organismo, como o iogurte. Estudos científicos mostraram que os lactobacilos presentes no iogurte recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico.

A noz moscada e a páprica têm ação antiinflamatória. E o suco de agrião com laranja é rico em zinco, ferro e vitamina C.

O cogumelo shitake tem uma substância chamada lentinan que tende a estimular a produção das células de defesa do organismo. 

O alho (preferencialmente assado) ajuda a prevenir o câncer e as doenças cardíacas. 

O  gengibre fortalece o sistema de defesa do organismo. O ideal é consumi-lo antes das refeições para ajudar no processo digestivo. Só não é recomendando para gestantes por causar contrações uterinas.

E a banana é uma campeã na promoção da saúde. Por conter muito ferro, ela estimula a produção de hemoglobulina no sangue e é de grande auxílio em casos de anemia. Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.
Ela é indicada para pessoas que estão deixando o cigarro, por conter elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, ajudando o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND (The National Association for Mental Health), no Reino Unido, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em banana. Ela contém Triptofano, um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar.

O brócolis ajuda na prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades e a soja na regulação hormonal, diminuindo casos de câncer, aumento da imunidade, além de auxiliar no tratamento de colesterol e triglicérides altos.

Assim, podemos concluir que uma alimentação balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias contra as mais variadas doenças, promovendo benefícios à saúde e à qualidade de vida.